22 junho, 2012


Uma família de artesãos

Como tudo começou, bem cedo quando minha mãe comprava joguinhos de cozinha e dava os paninhos menores para minha irmã e eu bordarmos, era a princípio entediante para mim como seria para toda criança da minha idade, mas minha mãe sempre dizia: Viu como ficou bonito agora é só caprichar que pode ficar ainda melhor. Eu ficava toda animada e tentava fazer mais “caprichadinho”, mas animada ainda eu ficava quando mamãe arrumava a casa e lá estava o paninho que bordei enfeitando o móvel.
Minha mãe
Aos sete anos ganhei meu primeiro par de agulhas de tricô as agulhas da minha irmã eram azuis as minhas vermelhas para não haver brigas.Foi aí que aprendi a fazer as primeira malhas fiquei orgulhosa de mim,principalmente quando minha tia Livinha,artesã de mão cheia, dizia :Como ela é esperta e aprende rápido.

Minha irmã Aurea e eu.
Interessante é que foi observando tia Livinha fazendo crochê que aprendi mais esta arte, enquanto ela trabalhava eu sentada no braço do sofá acompanha os movimentos que ela fazia com um pedaço de barbante e um palito de fósforo, coisas de criança, devido ao meu interesse ganhei minha primeira agulha de crochê.
E foi assim que cresci vendo minha mãe bordar, minha tia fazer crochê e outras coisinhas, minha avó costurar e fazer patchwork meu pai consertando coisas o que hoje conhecemos como reaproveitamento ou customização.
Hoje tenho noção do quão rica foi a minha infância e adolescência.
Como um elo minha irmã caçula Naninha aos 4 anos aprendeu crochê enquanto eu e minha irmã Aurea brincávamos com ela.
nannycroche.blogspot.com
 Minha irmã Lourdes é uma crocheteira muito perita,e minha irmã Aurea, ainda no hospital antes de falecer bordou lindos paninhos de copa.
Daí minha filha Raquel aprendeu a costurar e embora não tenha optado pelas mesmas técnicas que eu, ela gosta de artesanato com papel do tipo origami e do scrapbook tanto artesanal como virtual.
www.keldoll.com
 Carla minha sobrinha, filha de Áurea, faz peças lindas em E.V.A
 Outro dia estive ensinando macramê ao meu filho e até que ele leva jeito.
Quanto a minha mãe aos setenta e poucos anos continua bordando, pintando tecido, fazendo crochê e o que mais suas vistas permitirem.
Essa é a historia de uma Maria que veio do nordeste para o Rio de Janeiro,casou-se aos 16 anos teve 6 filhos e  que teve força,raça e ainda tem a mania de ter fé na vida, como bem diz o poeta  Milton Nascimento.
 Elisia Barros

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